Têxteis S.O.S.

Post 8 of 11

S(P)EEDKITS  é o nome do novo projeto europeu que pretende aumentar a utilidade e eficácia da utilização de têxteis em situações de emergência. O projeto, com um investimento de 9 milhões de euros, está a ser coordenado pelo Centexbel e reúne uma equipa multidisciplinar composta por 15 organizações, que desde março está a examinar o potencial para novos sistemas de emergência.

Os têxteis são já usados em vestuário de emergência, assim como em abrigos em forma de tendas e coberturas de emergência, com os artigos fornecidos a incluírem sacos-cama, redes inseticidas, tendas familiares, cobertores, panos sanitários, lonas em folhas ou rolos e vasilhas semi-dobráveis. Parte do S(P)EEDKITS  é analisar a eficácia de todos estes produtos e perceber se estes podem melhorar com a adição de novas funcionalidades.

Na conferência Dornbirn Manmade, em setembro, na Áustria, Guy Vuyle, do Centexbel, afirmou que embora haja necessidade de rapidamente colocar este tipo de materiais num local afetado por uma catástrofe, deve ser também considerado o que pode ser feito com eles assim que as organizações de apoio saem do terreno. «As agências de ajuda descobriram que o que se pretendia que fossem abrigos temporários, por exemplo, podem tornar-se semipermanentes, daí a necessidade de que o que é entregue seja pensado como “kit semente” para permitir que as vítimas se ajudem a si próprias na recuperação», explicou. «O que as pessoas precisam nestas situações é vestuário e cobertores e um teto sobre as cabeças. Depois as exigências são roupa de cama e então é possível pensar em, por exemplo, proteção contra o vento, armazenamento e combustível, e isolamento para o chão e telhado», acrescentou.

As exigências para este tipo de kits são múltiplas – para um desenvolvimento ótimo precisam de ser fácil de transportar, por isso leves e compactos, assim como modulares e adaptáveis. E embora sejam potencialmente high-tech na conceção, devem ser low-tech na utilização e exigir um mínimo para a manutenção.

«A necessidade destes kits é evidente», sublinhou Buyle. «Normalmente, as grandes catástrofes desalojam muitas pessoas, que ficam sem cuidados médicos, água limpa suficiente, saneamento decente ou abastecimento de energia. Numa situação de emergência, organizações humanitárias como a Cruz Vermelha ou os Médicos Sem Fronteiras – ambas parceiras do projeto – enviam unidades de resposta de emergência com kits rápidos. O S(P)EEDKITS pretende propor novas soluções para este tipo de kits usando a mais recente tecnologia».

Insufláveis têxteis como estruturas, apontou, têm vantagens inerentes, sendo leves, fáceis de transportar, duradouros e práticos na sua utilização. «Mas tendem a não ser usados por causa do preço. As estruturas têxteis em geral fazem todo o sentido como estruturas semipermanentes, uma vez que com as estruturas em ferro, os elementos têxteis podem ser acrescentados consoante forem necessários e podem muitas vezes ser simplesmente puxados para cima sem a necessidade de escadas ou uma grua»,concluiu.

Menu